Esses dias fiz uma oficina poética com alunos de uma escola pública de Taboão da Serra, recebi essa carta do professor Clayton no meu e-mail que uma aluna escreveu pra mim. Esse carinho que só as crianças sabem ter, respondem a várias perguntas que me fazem, por exemplo: o porque que eu escrevo. Também é uma resposta para mim, sobre aonde eu quero chegar e porque a luta não pára.
Thursday, October 26, 2006
Wednesday, October 25, 2006
O MILAGRE DA POESIA - ADAPTAÇÃO DE NELSON MACA
Poesia e Realidade
Uma variação sobre “O milagre da poesia” de Sérgio Vaz
Sou poeta,
E como poeta posso ser Xangô
E como Xangô
Posso trançar os cabelos e andar descalço sobre as brasas acesas
Sou poeta,
E como poeta posso ser preto militante
E como preto militante
Posso atirar pedras nas vidraças da casa branca
Sou poeta,
E como poeta posso ser razão divergente
E como razão divergente
Posso levantar ainda hoje meu quilombo de palavras
Sou poeta,
E como poeta posso ser maloqueiro
E como maloqueiro
Posso cagar no jardim das musas perfumadas
Sou poeta,E como poeta posso ser Ogum
E como OgumPosso cortar a cabeça dos covardes e traidores de plantão
Sou poeta
E como poeta posso ser eu mesmo
E como eu mesmoPosso transformar em gestos o amargo de minhas palavras
Nelson Maca / Blackitude - Salvador - BA
Uma variação sobre “O milagre da poesia” de Sérgio Vaz
Sou poeta,
E como poeta posso ser Xangô
E como Xangô
Posso trançar os cabelos e andar descalço sobre as brasas acesas
Sou poeta,
E como poeta posso ser preto militante
E como preto militante
Posso atirar pedras nas vidraças da casa branca
Sou poeta,
E como poeta posso ser razão divergente
E como razão divergente
Posso levantar ainda hoje meu quilombo de palavras
Sou poeta,
E como poeta posso ser maloqueiro
E como maloqueiro
Posso cagar no jardim das musas perfumadas
Sou poeta,E como poeta posso ser Ogum
E como OgumPosso cortar a cabeça dos covardes e traidores de plantão
Sou poeta
E como poeta posso ser eu mesmo
E como eu mesmoPosso transformar em gestos o amargo de minhas palavras
Nelson Maca / Blackitude - Salvador - BA
NELSOM MACA MANDA NOTÍCIAS DE SALVADOR
Caros amigos,
fui convidado para participar da próxima edição da QUARTINHAS DE ARUÁ – encontros de Literatura Negra, no debate intitulado HIP-HOP, SUA POESIA E SUAS LINGUAGENS.
O evento acontecerá no dia 25 de OUTUBRO, a partir das 19h, na CASA DE ANGOLA NA BAHIA.
O casarão que sedia o projeto fica lá na Baixa dos Sapateiros, em frente ao Corpo de Bombeiros. A QUARTINHAS é uma atividade mensal que tem como principal objetivo estimular a produção e circulação da literatura feita por autoras e autores negros. Guerreiras e guerreiros do porte de Giovani, Lucinei, José Carlos Limeira, Lindinalva Barbosa, Hamilton Borges Walê e Landê Onawale, entre tantos, participam desta batalha que é de arte e amor pela cor.
Estou ansioso, pois sei tratar-se de mais uma atividade organizada por homens e mulheres confederados na mesma luta etno-social que travamos nesta cidade e estado, e que, agora, aponta esperanças de mudanças, mas, se não ficarmos atentos, continuaremos à margem.
Além da honra do convite, terei o privilégio de dividir a mesa com Paula Azeviche, linda menina mulher da pele preta que conheço, gosto, e sei que tem inteligência e talento para ir longe no mundo hip hop.
No mais, vamos conversar sobre a poesia divergente do rap.
Venha para o debate, pois esse é um assunto intrigante, ainda pouco estudado e todas as informações e questionamentos serão de fundamental importância para ampliarmos o nosso conhecimento sobre nós mesmos.
Com Respeito,
Nelson Maca (UCSal - Blackitude)
One Love!!
Mais informações: com o parceiro Landê Onawale - landeonawale@yahoo.com.br
fui convidado para participar da próxima edição da QUARTINHAS DE ARUÁ – encontros de Literatura Negra, no debate intitulado HIP-HOP, SUA POESIA E SUAS LINGUAGENS.
O evento acontecerá no dia 25 de OUTUBRO, a partir das 19h, na CASA DE ANGOLA NA BAHIA.
O casarão que sedia o projeto fica lá na Baixa dos Sapateiros, em frente ao Corpo de Bombeiros. A QUARTINHAS é uma atividade mensal que tem como principal objetivo estimular a produção e circulação da literatura feita por autoras e autores negros. Guerreiras e guerreiros do porte de Giovani, Lucinei, José Carlos Limeira, Lindinalva Barbosa, Hamilton Borges Walê e Landê Onawale, entre tantos, participam desta batalha que é de arte e amor pela cor.
Estou ansioso, pois sei tratar-se de mais uma atividade organizada por homens e mulheres confederados na mesma luta etno-social que travamos nesta cidade e estado, e que, agora, aponta esperanças de mudanças, mas, se não ficarmos atentos, continuaremos à margem.
Além da honra do convite, terei o privilégio de dividir a mesa com Paula Azeviche, linda menina mulher da pele preta que conheço, gosto, e sei que tem inteligência e talento para ir longe no mundo hip hop.
No mais, vamos conversar sobre a poesia divergente do rap.
Venha para o debate, pois esse é um assunto intrigante, ainda pouco estudado e todas as informações e questionamentos serão de fundamental importância para ampliarmos o nosso conhecimento sobre nós mesmos.
Com Respeito,
Nelson Maca (UCSal - Blackitude)
One Love!!
Mais informações: com o parceiro Landê Onawale - landeonawale@yahoo.com.br
SOU LULA, E DAÍ?
Domingo é dia de votar, EU VOU VOTAR NO LULA de novo, e com as duas mãos.
Não vou ficar na moita esperando o resultado, ou com medo de me queimar.
Nunca fui de correr de briga e não vai ser agora.
Se a direita quiser o poder vai ter que ser no voto, mas também se quiser sair na mão, é só chegar. Aliás tá mais que na hora do povo chamar os golpistas no rôdo.
Entendo todos que se foram e seus motivos, mas por favor, respeitem os que ficaram.Erros aconteceram no seu primeiro mandato, coisas que aconteceram e que não deviam acontecer, muitos foram punidos e outros também devem ser, mais pera aí, são só quatro anos contra os quinhentos deles, isso não conta? Sou muito mais consertar o que não tá certo do que voltar a trinta anos atrás, pra começar de novo.
Estava com raiva do presidente, confesso, mas depois que eu vi que o senador Artur Virgílio e o deputado ACM Neto disseram que bateriam nele, eu pensei:"o presidente não pode apanhar sozinho, depois me acerto com ele", assim foi e assim é, "tamo junto!"
Quanto ao dinheiro do Dossiê, também quero saber de onde veio o dinheiro, mas principalmente o que tem nele. Não é estranho a mídia não querer saber o que está contido nesse tal dossiê?
Tô com o LULA também pela história, pelas lágrimas que derramei em muitos comícios, nas lutas pelas diretas, pelo inpeachament do Collor, foram anos de muita luta e auto-afirmação, nessa época nunca me senti tão brasileiro, sou grato a ele por esses momentos úteis na minha vida. Assim como Kevin Arnold, do seriado, também tive meus anos incríveis.
Como eu disse, sei dos erros e as coisas que precisam ser corrigidas, mas compor frente com os carrascos pagando de traído, nunca! Nem Kafka me transformaria num verme.
Não sou petista nem neo-petista ou coisa que o valha, eu sou da Cooperifa, partido da cultura de periferia que habita um quilombo na zona sul de São Paulo, lá, nesse lugar humilde e humilhado onde os homens e mulheres nascem, vivem e morrem pelo que acreditam, e, mesmo diante da derrota, nunca se entregam antes da briga.
Lula lá, de novo! Por quê? Porque agora é a nossa vez, e eles vão ter que esperar, como nós esperamos, pacientemente durante esses quinhentos anos que pareciam que nunca iam acabar.
Pra lembrara Castro Alves, uma frase a respeito de quem, e o que somos: "...Somos nós, os teus cães".
Coração em chamas,
Sérgio Vaz
poeta da periferia
Não vou ficar na moita esperando o resultado, ou com medo de me queimar.
Nunca fui de correr de briga e não vai ser agora.
Se a direita quiser o poder vai ter que ser no voto, mas também se quiser sair na mão, é só chegar. Aliás tá mais que na hora do povo chamar os golpistas no rôdo.
Entendo todos que se foram e seus motivos, mas por favor, respeitem os que ficaram.Erros aconteceram no seu primeiro mandato, coisas que aconteceram e que não deviam acontecer, muitos foram punidos e outros também devem ser, mais pera aí, são só quatro anos contra os quinhentos deles, isso não conta? Sou muito mais consertar o que não tá certo do que voltar a trinta anos atrás, pra começar de novo.
Estava com raiva do presidente, confesso, mas depois que eu vi que o senador Artur Virgílio e o deputado ACM Neto disseram que bateriam nele, eu pensei:"o presidente não pode apanhar sozinho, depois me acerto com ele", assim foi e assim é, "tamo junto!"
Quanto ao dinheiro do Dossiê, também quero saber de onde veio o dinheiro, mas principalmente o que tem nele. Não é estranho a mídia não querer saber o que está contido nesse tal dossiê?
Tô com o LULA também pela história, pelas lágrimas que derramei em muitos comícios, nas lutas pelas diretas, pelo inpeachament do Collor, foram anos de muita luta e auto-afirmação, nessa época nunca me senti tão brasileiro, sou grato a ele por esses momentos úteis na minha vida. Assim como Kevin Arnold, do seriado, também tive meus anos incríveis.
Como eu disse, sei dos erros e as coisas que precisam ser corrigidas, mas compor frente com os carrascos pagando de traído, nunca! Nem Kafka me transformaria num verme.
Não sou petista nem neo-petista ou coisa que o valha, eu sou da Cooperifa, partido da cultura de periferia que habita um quilombo na zona sul de São Paulo, lá, nesse lugar humilde e humilhado onde os homens e mulheres nascem, vivem e morrem pelo que acreditam, e, mesmo diante da derrota, nunca se entregam antes da briga.
Lula lá, de novo! Por quê? Porque agora é a nossa vez, e eles vão ter que esperar, como nós esperamos, pacientemente durante esses quinhentos anos que pareciam que nunca iam acabar.
Pra lembrara Castro Alves, uma frase a respeito de quem, e o que somos: "...Somos nós, os teus cães".
Coração em chamas,
Sérgio Vaz
poeta da periferia
Tuesday, October 24, 2006
COOPERIFA, SAMBA, SUOR E CERVEJA.
O aniversário da cooperifa foi uma das festas mais bonitas que eu já vi na minha vida, centenas de pessoas numa única sintonia: comungando a amizade. Tem gente lá até agora.
É muito defícil escrever sobre o inexplicável, por isso optei pelas imagens, quem foi sabe do que eu estou falando, que cada um presente dê a sua versão. Um povo lindo, um povo inteligente, fiquei com inveja da gente, é possível?
Um beijo para quem faz da minha vida, uma vida menos medíocre, a minha família Cooperifa.
Todo amor do mundo.
sob lágrimas,
Sérgio Vaz
O Projeto Samba da Hora deu o ritmo na festa de aniversário da Cooperifa, foto Rodrigo Ciríaco.
É muito defícil escrever sobre o inexplicável, por isso optei pelas imagens, quem foi sabe do que eu estou falando, que cada um presente dê a sua versão. Um povo lindo, um povo inteligente, fiquei com inveja da gente, é possível?
Um beijo para quem faz da minha vida, uma vida menos medíocre, a minha família Cooperifa.
Todo amor do mundo.
sob lágrimas,
Sérgio Vaz
O Projeto Samba da Hora deu o ritmo na festa de aniversário da Cooperifa, foto Rodrigo Ciríaco.
Thursday, October 19, 2006
O mundo bate à nossa porta
Povo lindo, povo inteligente,
ando meio longe das idéias porque ando muito ocupado, ou será que ando meio ocupado por quê ando loge das idéias? Vai saber. Sei que tem milhares de coisa acontecendo e a gente tá bem no olho do furacão. Sem reclamação é só constatação, aliás, lutamos muito pra isso: "ver as coisas acontecerem".
Vou tentar ser breve. Pera aí, esse blog é meu, não vou ser breve porra nenhuma!
Na quinta-feira passada tivemos a festa das crianças na ponte preta do Jd. leme em Taboão da Serra e foi uma das coisas mais linda que eu já vi. Foram distribuídos mas de 5.000 brinquedos, lanches, refrigerantes, livros infantis, algodão doce, palhaços, enfim, um domingo muito especial para as crianças do bairro. Os shows também foram da hora. Teve um espaço muito legal para os poetas da Cooperifa que declamaram seus poemas para uma multidão que se aglomerava no local, milhares de espectadores na favela, num campo de futebol de várzea, numa festa de comunidade, em silêncio, ouvindo poesia. Nem Fellini pensaria numa cena tão linda e poderosa. Quem não foi...
Na sexta-feira fizemos uma participação poética na mostra de teatro realizado pela cia. de teatro manicômicos no CEU Casa Blanca, também foi muito gratificante.
No sábado recebemos a notícia que fomos indicado ao prêmio hutuz na categoria Ciência e Conhecimento -quem quiser votar na gente (www.hutuz.com.br), junto com outros amigos que fazem parte da família, Alessandro Buzo e Duguetto , a felicidade só aumentou.
Estou acompanhando o seminário "Antítodo: ações culturais em zonas de conflito" promovido pelo Itau cultural e o Afroreggae que está acontecendo nessa semana, fui escalado para escrever sobre isso. Recomendo a todos, gente do mundo inteiro falanda sobre ações, não discursos, que rolam pelo mundo em zonas de conflito. Cada um mais fascinante que o outro, e eu pensava que fazia alguma coisa pelo mundo. Só pra ter uma idéia das pessoas, na segunda um moleque, Fran Ilich, de Chiapas (méxico) falando sobre o site da ELN do subcomandante marcos e um antropólogo, Jailson de Souza, diretor de projetos na favela da maré, no rio de janeiro. Ontem Tin Cunninghan (usa) falou sobre seu trabalho como palhaço sem fronteira, nos países da pobres do mundo ou em guerras com outros países, de chorar. Eles chegam depois dos médicos, levando sorriso, caralho, que puta trabalho! Passou uns vídeos, alimentei minha alma.
A noite, um sérvio, Veran Matic, que dirigiu uma rádio e lutou contra o regime de Milosevic na antiga Iuguslávia, resistência pura. Uma rádio contra um regime inteiro, consegue imaginar? Depois Celso Athaide falou sobre os projetos da CUFA, também foi muito bacana.
Hoje tem mais, vai até sexta-feira, tem 14:30hs e às 19:30 no auditório do Itau Cultural, vale à pena conferir.
Na sexta de manhã fui convidado para inaugurar uma biblioteca lá em Suzano-SP, aproveitei que o Sacolinha estava na faculdade e passei a cidade no meu nome, é tudo nosso!
Esta semana a Cooperifa faz cinco anos de atividade cultural e no domingo é a nossa celebração,
nesse mesmo dia estaremos lançando uma nova camiseta da Cooperifa, quem estiver na festa com ela, não vai comer carne com gordura, nem cerveja sem gelo.
Espero todos nesse dia que é muito especial pra mim, pra Cooperifa, e principalmente para a periferia.
Deixa eu correr, o mundo tá batendo na minha porta.
Coração em chamas,
Sérgio Vaz
ando meio longe das idéias porque ando muito ocupado, ou será que ando meio ocupado por quê ando loge das idéias? Vai saber. Sei que tem milhares de coisa acontecendo e a gente tá bem no olho do furacão. Sem reclamação é só constatação, aliás, lutamos muito pra isso: "ver as coisas acontecerem".
Vou tentar ser breve. Pera aí, esse blog é meu, não vou ser breve porra nenhuma!
Na quinta-feira passada tivemos a festa das crianças na ponte preta do Jd. leme em Taboão da Serra e foi uma das coisas mais linda que eu já vi. Foram distribuídos mas de 5.000 brinquedos, lanches, refrigerantes, livros infantis, algodão doce, palhaços, enfim, um domingo muito especial para as crianças do bairro. Os shows também foram da hora. Teve um espaço muito legal para os poetas da Cooperifa que declamaram seus poemas para uma multidão que se aglomerava no local, milhares de espectadores na favela, num campo de futebol de várzea, numa festa de comunidade, em silêncio, ouvindo poesia. Nem Fellini pensaria numa cena tão linda e poderosa. Quem não foi...
Na sexta-feira fizemos uma participação poética na mostra de teatro realizado pela cia. de teatro manicômicos no CEU Casa Blanca, também foi muito gratificante.
No sábado recebemos a notícia que fomos indicado ao prêmio hutuz na categoria Ciência e Conhecimento -quem quiser votar na gente (www.hutuz.com.br), junto com outros amigos que fazem parte da família, Alessandro Buzo e Duguetto , a felicidade só aumentou.
Estou acompanhando o seminário "Antítodo: ações culturais em zonas de conflito" promovido pelo Itau cultural e o Afroreggae que está acontecendo nessa semana, fui escalado para escrever sobre isso. Recomendo a todos, gente do mundo inteiro falanda sobre ações, não discursos, que rolam pelo mundo em zonas de conflito. Cada um mais fascinante que o outro, e eu pensava que fazia alguma coisa pelo mundo. Só pra ter uma idéia das pessoas, na segunda um moleque, Fran Ilich, de Chiapas (méxico) falando sobre o site da ELN do subcomandante marcos e um antropólogo, Jailson de Souza, diretor de projetos na favela da maré, no rio de janeiro. Ontem Tin Cunninghan (usa) falou sobre seu trabalho como palhaço sem fronteira, nos países da pobres do mundo ou em guerras com outros países, de chorar. Eles chegam depois dos médicos, levando sorriso, caralho, que puta trabalho! Passou uns vídeos, alimentei minha alma.
A noite, um sérvio, Veran Matic, que dirigiu uma rádio e lutou contra o regime de Milosevic na antiga Iuguslávia, resistência pura. Uma rádio contra um regime inteiro, consegue imaginar? Depois Celso Athaide falou sobre os projetos da CUFA, também foi muito bacana.
Hoje tem mais, vai até sexta-feira, tem 14:30hs e às 19:30 no auditório do Itau Cultural, vale à pena conferir.
Na sexta de manhã fui convidado para inaugurar uma biblioteca lá em Suzano-SP, aproveitei que o Sacolinha estava na faculdade e passei a cidade no meu nome, é tudo nosso!
Esta semana a Cooperifa faz cinco anos de atividade cultural e no domingo é a nossa celebração,
nesse mesmo dia estaremos lançando uma nova camiseta da Cooperifa, quem estiver na festa com ela, não vai comer carne com gordura, nem cerveja sem gelo.
Espero todos nesse dia que é muito especial pra mim, pra Cooperifa, e principalmente para a periferia.
Deixa eu correr, o mundo tá batendo na minha porta.
Coração em chamas,
Sérgio Vaz
A LETRA DA RUA
foto: Jefferson dias

A letra da rua fou um espetáculo de poesia que eu participei com o poeta Frderico Barbosa no Itau Cultural. Aconteceu na semana passada, mas só agora tive tempo pra falar sobre esse evento. Teve um aconpanhamento de uns músicos de primeira e no domingo teve a participação da poeta Alice Ruiz, foi de arrepiar. Vim de lá com algumas idéias para a Cooperifa que pode vingar ainda esse ano, se der tempo.
Tuesday, October 17, 2006
A NOVA CAMISETA DA COOPERIFA
AMANHÃ NO SARAU DA COOPERIFA VAI SER LANÇADA UMA NOVA CAMISETA DA COOPERIFA POR APENAS R$ 15, 00.
ATENÇÃO: QUEM ESTIVER USANDO A NOVA CAMISETA NO ANIVERSÁRIO DA COOPERIFA NÃO VAI COMER CARNE COM GORDURA E NEM TOMAR CERVEJA SEM GELO.
RESERVE JÁ A SUA.
ATENÇÃO: QUEM ESTIVER USANDO A NOVA CAMISETA NO ANIVERSÁRIO DA COOPERIFA NÃO VAI COMER CARNE COM GORDURA E NEM TOMAR CERVEJA SEM GELO.
RESERVE JÁ A SUA.
O GRANDE ENCONTRO
SARAU DA COOPERIFA FAZ ANIVERSÁRIO
No mês de outubro o sarau da Cooperifa completa 5 anos de atividade e resistência cultural. Ao logo desses anos o boteco do Zé Batidão se tornou um barril de pólvora e um autêntico quilombo cultural a serviço da comunidade.
Inicialmente 17 pessoas frequentavam os encontros dos poetas, hoje conta com uma média de 250 pessoas (já teve 500 numa única noite), em silêncio, comungando a poesia.A Cooperifa (cooperativa cultural da periferia) já lançou uma coletãnea com 43 autores e um cd de poesia com 26 poetas em parceria com o itau cultural.
Já exibiu vários documentários, seminários, peças teatrais, exposições, pequenos shows, etc. ali no bar. Muita gente que nunca havia lido um livro, ou feito um poema ou que nunca tinha ido ao teatro, teve, ali no bar, a sua primeira experiência cultural. "Evoluir para revolucionar" Sérgio vaz.
No sarau já foram lançados mais de vinte livros, a maioria, de poetas e autores da periferia, muitos deles, criados ali, sob a benção da poesia. A Cooperifa também criou um prêmio para as pessoas e entidades que ajudam, direta ou indiretamente, a trasformar a periferia num mundo melhor, e já vai para a segunda edição (dez/2006).
O sarau também é tese de mestrado e tema de vários documentários espalhados por aí, mas nada é igual a frequentar o local.A poesia que outrora o pão do privilégio, é servida pelas quebradas com nunca antes pensada. Parece mentira, mas a poesia hoje é moda na periferia (vários saraus acontecem nas quebradas no Brasil inspiradas na iniciativa da cooperifa),um sonho, só de pensar.
Para comemorar esta data importante a Cooperifa vai realizar um grande encontro com os maiores nomes culturais da periferia do Brasil: poetas, escritore(a)s, atores e atrizes, produtores culturais, artistas plásticos, grafiteiros, músicos, fotógrafos, amigos, comunidade, cineastas, jornalistas, enfim todos que por ali passaram e deixaram um pouco de história, que hoje é contada nesse pequeno texto.
dia 22 de outubro (domingo) a partir das 11hs
Bar do Zé Batidão
No mês de outubro o sarau da Cooperifa completa 5 anos de atividade e resistência cultural. Ao logo desses anos o boteco do Zé Batidão se tornou um barril de pólvora e um autêntico quilombo cultural a serviço da comunidade.
Inicialmente 17 pessoas frequentavam os encontros dos poetas, hoje conta com uma média de 250 pessoas (já teve 500 numa única noite), em silêncio, comungando a poesia.A Cooperifa (cooperativa cultural da periferia) já lançou uma coletãnea com 43 autores e um cd de poesia com 26 poetas em parceria com o itau cultural.
Já exibiu vários documentários, seminários, peças teatrais, exposições, pequenos shows, etc. ali no bar. Muita gente que nunca havia lido um livro, ou feito um poema ou que nunca tinha ido ao teatro, teve, ali no bar, a sua primeira experiência cultural. "Evoluir para revolucionar" Sérgio vaz.
No sarau já foram lançados mais de vinte livros, a maioria, de poetas e autores da periferia, muitos deles, criados ali, sob a benção da poesia. A Cooperifa também criou um prêmio para as pessoas e entidades que ajudam, direta ou indiretamente, a trasformar a periferia num mundo melhor, e já vai para a segunda edição (dez/2006).
O sarau também é tese de mestrado e tema de vários documentários espalhados por aí, mas nada é igual a frequentar o local.A poesia que outrora o pão do privilégio, é servida pelas quebradas com nunca antes pensada. Parece mentira, mas a poesia hoje é moda na periferia (vários saraus acontecem nas quebradas no Brasil inspiradas na iniciativa da cooperifa),um sonho, só de pensar.
Para comemorar esta data importante a Cooperifa vai realizar um grande encontro com os maiores nomes culturais da periferia do Brasil: poetas, escritore(a)s, atores e atrizes, produtores culturais, artistas plásticos, grafiteiros, músicos, fotógrafos, amigos, comunidade, cineastas, jornalistas, enfim todos que por ali passaram e deixaram um pouco de história, que hoje é contada nesse pequeno texto.
dia 22 de outubro (domingo) a partir das 11hs
Bar do Zé Batidão
Monday, October 16, 2006
A Cooperifa faz aniversário e ganha de presente a indicação ao prêmio Hutuz
A COOPERIFA É INDICADA AO PRÊMIO HUTUZ
A Cooperifa, que neste mês de outubro comemora 5 anos de resistência cultural, foi indicada ao prêmio Hutuz, na categoria cultura e conhecimento.
O Hutuz é um evento ligado a CUFA (central única das favelas) e é a maior premiação de um evento Hip Hop na America Latina.
A Nossa indicação é um presente de aniversário.
Se quiserem votar na gente acesse o site: www.hutuz.com.br (Ciência e conhecimento).
Veja os outros indicados:
Melhor Vídeo Clipe
Dia de visita - Realidade Cruel
Castelo de Madeira - A Família
Gimme the Power - Pavilhão 9
Polegar Opositor - Inumanos
Rap é o som da paz - Rappin Hood
Chegou o Verão - Motirô
Demo Masculino
Fé em Cristo - Manuscrito
Castelo dos Loucos - Kapella
Todos Iguais - Rafuagi
Aprendiz de Partideiro - Maloka
Onde For - Gasper
Demo Feminino
Sobreviventes - JC
Erga a Cabeça - Legitimas
Cada Dia - Lica
Eu Digo Não - Mariana Rangel
Minha Cor - Vera Veronika
DJ Grupo
DJ Celo - Função RHK
DJ Will - Simples
DJ Tony - MV Bill
DJ Babão - Inumanos
DJ Regis - Provérbio X
Melhor Grupo Norte-Nordeste
Flagrante
Costa a Costa
T.A.Kalibre 1
Inquilinos
Sacal
Destaque do Grafiti
Bonga - SP
Anarquia - RJ
Acme - RJS
nupi - DF
Graphis - SP
Melhor Álbum do Ano
Facção Central - O Espetáculo do Circo dos Horrores
Inquerito - Mais Loco que o Barato
Cabal - Prova Cabal
Função RHK - Eu amo você
SP Funk - Tá pra nóis
Revelação do Ano
Inquérito
Função RHK
Atitude Feminina
Simples
Nitro Di
Melhor Grupo ou Artista Solo
Facção Central
Inquerito
Cabal
Provérbio X
Nitro Di
Destaque Gospel
Banca D´K
Parábola
Saqueadores
Manuscristo
Três RG
Destaque do Break
Pelezinho
Quebra de Movimento
New Crew
Super Sonic Bboys
Vitória Break`s
Melhor Produtor
Erick 12
Regis
DJ CIA
Parteum
Luciano
Melhor Música
O Espetáculo do Circo dos Horrores - Facção Central
Dia dos Pais - Inquérito
Eu amo Você - Função RHK
Rosas - Atitude Feminina
Quem Vai - Cabal
Hip Hop Ciência e Conhecimento
Suburbano Convicto (Alessandro Buzo)
Cooperifa (Sérgio Vaz)
Rap Canto da Ceilândia
Notícias Jugulares (Dugueto)
Nuc
Boa sorte a todos os classificados!
Wednesday, October 11, 2006
NOTÍCIAS DA GUERRA
QUEM É O GERALDO - BIOGRAFIA DE UM FARSANTE!
Na sua propaganda eleitoral de rádio e televisão, o presidenciável Geraldo Alckmin tem se esforçado para negar a imagem do político de direita, autoritário e centralizador. Na biografia fabricada pelos alquimistas do marketing, garante que ingressou na política na luta contra a ditadura.
No maior cinismo, afirma: "Eu sou de centro-esquerda, um social-democrata". Mas um rápido levantamento confirma que sua formação é realmente conservadora, com sinistras ligações com a seita fascista Opus Dei, e que a sua atuação como governador de São Paulo foi marcada pela criminalização dos movimentos populares, pela montagem de uma equipe excludente de tecnocratas, a "turma de Pinda", e pelo total desrespeito ao Poder Legislativo.
Natural de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, desde a infância ele conviveu em sua própria casa com políticos reacionários, alguns deles envolvidos na conspiração que resultou no golpe militar de 1964, e com simpatizantes do Opus Dei, seita religiosa que cresceu sob as bênçãos do ditador espanhol Augusto Franco.
Seu pai militou na União Democrática Nacional (UDN), principal partido golpista deste período; um tio foi prefeito de Guaratinguetá pelo mesmo grupo; outro foi professor do Mackenzie, um dos centros da direita fascista. Alckmin ingressou na política em 1972, convidado pelo antigo MDB para disputar uma vaga de vereador. Na ocasião, diante do convite formulado por seu colega do curso de medicina, José Bettoni, respondeu: "Mas meu pai é da UDN", talvez temeroso dos seus laços familiares com a ditadura.
Até hoje, Alckmin se gaba de ter sido um dos vereadores mais jovens do país, com 19 anos, e de ter tido uma votação histórica neste pleito - 1.147 votos (cerca de 10% do total). Mas, segundo o depoimento de Paulo de Andrade, presidente do MDB nesta época, outros fatores interferiram nesta sua eleição. O tio de Alckmin, José Geraldo Rodrigues, acabara de ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal pela ditadura. "Ele transferiu prestígio para o sobrinho". A outra razão era histórica. Geraldo é sobrinho-neto do folclórico político mineiro José Maria Alckmin, que foi o vice-presidente civil do general golpista Castelo Branco. "Ter um Alckmin no MDB era um trunfo [para o regime militar]', diz Andrade".
Tanto que o jovem vereador se tornou um bajulador da ditadura. Caio Junqueira, em um artigo no jornal Valor (03/04/06), desenterra uma carta em que ele faz elogios ao general Garrastazu Médici , "que tem se mostrado sensível aos problemas sociais, trabalhistas e previdenciários do que trabalham para a grandeza do Brasil".
Como constata o jornalista, Alckmin sempre se manteve "afastado de qualquer movimento de resistência ao regime militar... Ao contrário das personalidades que viriam a ter fundamental papel em sua trajetória política, relacionava-se bem com o regime. O tom afável do documento encaminhado a Médici, sob cujo governo o Brasil viveu o período de maior repressão, revela a postura de não enfrentamento da ditadura militar, fato corroborado pelos relatos de colegas de faculdade e políticos que com ele atuaram".
Em 1976, Alckmin foi eleito prefeito da sua cidade natal por uma diferença de apenas 67 votos e logo de cara nomeou seu pai como chefe de gabinete, sendo acusado de nepotismo. Ainda como prefeito, tomou outra iniciativa definidora do seu perfil, que na época não despertou muitas suspeitas: no cinqüentenário do Opus Dei, em 1978, ele batizou uma rua de Pinda com o nome de Josemaría Escrivá de Balaguer, o fundador desta seita fascista. Na seqüência, ele foi eleito deputado estadual (1982) e federal (1986).
Na Constituinte, em 1998, teve uma ação apagada e recebeu nota sete do Diap; em 1991, tornou-se presidente da seção paulista do PSDB ao derrotar o grupo histórico do partido, encabeçado por Sérgio Motta.
Em 1994, Mario Covas o escolheu como vice na eleição para o governo estadual. Já famoso por sua ação pragmática e de "rolo compressor", coube-lhe a função de presidente do Conselho de Desestabilização do Estado. As privatizações das lucrativas estatais foram feitas sem qualquer transparência ou diálogo com a sociedade - gerando várias suspeitas de negócios ilícitos. Nas eleições para prefeitura da capital paulista, em 2000, obteve 17,2% dos votos, ficando em terceiro lugar.
Com a morte de Mário Covas, em março de 2001, assumiu o governo e passou a mudar toda a sua equipe, gerando descontentamento até mesmo em setores do PSDB. Em 2002, Alckmin foi reeleito governador no segundo turno, com 58,6% dos votos.
Numa prova de sua vocação autoritária, um de seus primeiros atos no governo estadual foi a nomeação do delegado Aparecido Laerte Calandra - também conhecido pela alcunha de "capitão Ubirajara", que ficou famoso como um dos mais bárbaros torturadores dos tempos da ditadura - para o estratégico comando do Departamento de Inteligência da Polícia Civil.
Com a mesma determinação, o governador não vacilou em excluir os históricos do PSDB do Palácio dos Bandeirantes, cercando-se apenas de pessoas de sua estrita confiança e lealdade - a chamada "turma de Pinda". Atuando de maneira impetuosa e inescrupulosa, ele passou a preparar o terreno para impor sua candidatura à presidência da República no interior do partido.
Como governador de São Paulo, Alckmin nunca escondeu sua postura autoritária. Sempre fez questão de posar como inflexível, como um governante avesso ao diálogo. Ele se gabava das suas ações "enérgicas" de criminalização dos movimentos sociais e de satanização dos grevistas.
Não é para menos que declarou entusiástico apoio à prisão de José Rainha, Diolinda e outros líderes do MST no Pontal do Paranapanema; aplaudiu a violenta desocupação dos assentados no pátio vazio da Volks no ABC paulista e em outras ocupações de terras urbanas ociosas; elogiou a prisão do dirigente da Central dos Movimentos Populares (CMP), Gegê; e nunca fez nada para investigar e punir as milícias privadas dos latifundiários no estado.
Durante seu reinado, o sindicalismo não teve vez e nem voz. Ele se recusou a negociar acordos coletivos, perseguiu grevistas e fez pouco caso dos sindicalistas.
Que o digam os docentes das universidades, que realizaram um das mais longas greves da história e sequer foram recebidos; ou os professores das escolas técnicas, que pararam por mais de dois meses, não foram ouvidos e ainda foram retalhados com 12 mil demissões. "O governo estadual mantém a mesma política de arrocho salarial de FHC, com o agravante de reprimir, não só com a força policial, mas com diversos mecanismos arbitrários, o legítimo direito de greve dos servidores", protestou o ex-presidente da CUT, Luis Marinho, atual ministro do Trabalho. linguagem da violência Os avanços democráticos no país não tiveram ressonância no estado. Ele sabotou a implantação de fóruns de participação da sociedade, como o Conselho das Cidades, criados pelo governo Lula.
O movimento de moradia promoveu vários atos criticando o desrespeito à Lei nº. 9.142, que prevê a aplicação de 10% do ICMS em casas populares, e exigindo a criação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Habitacional. "Há mais de dois anos que o governador dá as costas para o movimento social e o movimento sem teto de São Paulo", criticou Benedito Barbosa, líder da CMP, durante um protesto em agosto de 2004. Veruska Franklin, presidente da Facesp, também condenou "o autoritarismo e a truculência de Geraldo Alckmin".
Avesso ao diálogo e à democracia, a única linguagem entendida pelo ex-governador é o da repressão dura e crua. Isto explica sua política de segurança pública, marcada pelo total desrespeito aos direitos humanos e que tornou o estado num grande presídio.
Semanalmente, 743 pessoas são depositadas em penitenciárias superlotadas de São Paulo - já são 124 mil detentos para 95 mil vagas. Segundo relatório da Febem, o ex-governante demitiu 1.751 funcionários e, hoje, 6.500 adolescentes vivem em condições subumanas, sofrendo maus-tratos. Nos últimos quatro anos, 23 adolescentes foram assassinados nestas escolas do crime, o que rendeu a Alckmin uma condenação formal da Corte Internacional da OEA.
Dados da Unicef revelam que o Estado concentra as piores taxas de homicídios de jovens do país: 16,3 mil por ano ou 107 por dia Contando com forte blindagem da mídia, que reforçou a caricatura do governador como um "picolé de chuchu", insosso e anódino, Alckmin conseguiu submeter quase que totalmente o Poder Judiciário, que hoje está infestado de tucanos enrustidos, e garantir uma maioria servil no Poder Legislativo.
Através de um artifício legal do período da ditadura militar, o atual "paladino da ética" abortou 69 pedidos de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) na Assembléia Legislativa de São Paulo - destas, 37 tinham sido solicitadas para investigar irregularidades, fraudes e casos de corrupção da sua administração.
Este abuso autoritário só recentemente foi superado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou que o tal dispositivo fere o artigo 58, parágrafo 3º da Constituição e liberou a instalação das CPIs. Como sintetiza o sociólogo Rodrigo Carvalho, no livrete "O retrocesso de São Paulo no governo tucano", Geraldo Alckmin marcou sua gestão pela forma autoritária como lidou com a sociedade organizada e pelo rígido controle que exerceu sobre os poderes instituídos e a mídia. "Alckmin trata os movimentos sociais como organizações criminosas, não tem capacidade de dialogar e identificar as demandas da sociedade...
Além disso, ele utilizou sua força política para impedir qualquer ação de controle e questionamento das ações do governo". Esta conduta abertamente antidemocrática, que não nega sua formação política, é que "conquistou o respeito dos maiores industriais, banqueiros e latifundiários de São Paulo" e que o projetou para a disputa da presidência da República, derrotando inclusive alguns tucanos históricos.
Aírton de Farias – Bacharel em Direito e mestrando de História pela UFC.
Na sua propaganda eleitoral de rádio e televisão, o presidenciável Geraldo Alckmin tem se esforçado para negar a imagem do político de direita, autoritário e centralizador. Na biografia fabricada pelos alquimistas do marketing, garante que ingressou na política na luta contra a ditadura.
No maior cinismo, afirma: "Eu sou de centro-esquerda, um social-democrata". Mas um rápido levantamento confirma que sua formação é realmente conservadora, com sinistras ligações com a seita fascista Opus Dei, e que a sua atuação como governador de São Paulo foi marcada pela criminalização dos movimentos populares, pela montagem de uma equipe excludente de tecnocratas, a "turma de Pinda", e pelo total desrespeito ao Poder Legislativo.
Natural de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, desde a infância ele conviveu em sua própria casa com políticos reacionários, alguns deles envolvidos na conspiração que resultou no golpe militar de 1964, e com simpatizantes do Opus Dei, seita religiosa que cresceu sob as bênçãos do ditador espanhol Augusto Franco.
Seu pai militou na União Democrática Nacional (UDN), principal partido golpista deste período; um tio foi prefeito de Guaratinguetá pelo mesmo grupo; outro foi professor do Mackenzie, um dos centros da direita fascista. Alckmin ingressou na política em 1972, convidado pelo antigo MDB para disputar uma vaga de vereador. Na ocasião, diante do convite formulado por seu colega do curso de medicina, José Bettoni, respondeu: "Mas meu pai é da UDN", talvez temeroso dos seus laços familiares com a ditadura.
Até hoje, Alckmin se gaba de ter sido um dos vereadores mais jovens do país, com 19 anos, e de ter tido uma votação histórica neste pleito - 1.147 votos (cerca de 10% do total). Mas, segundo o depoimento de Paulo de Andrade, presidente do MDB nesta época, outros fatores interferiram nesta sua eleição. O tio de Alckmin, José Geraldo Rodrigues, acabara de ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal pela ditadura. "Ele transferiu prestígio para o sobrinho". A outra razão era histórica. Geraldo é sobrinho-neto do folclórico político mineiro José Maria Alckmin, que foi o vice-presidente civil do general golpista Castelo Branco. "Ter um Alckmin no MDB era um trunfo [para o regime militar]', diz Andrade".
Tanto que o jovem vereador se tornou um bajulador da ditadura. Caio Junqueira, em um artigo no jornal Valor (03/04/06), desenterra uma carta em que ele faz elogios ao general Garrastazu Médici , "que tem se mostrado sensível aos problemas sociais, trabalhistas e previdenciários do que trabalham para a grandeza do Brasil".
Como constata o jornalista, Alckmin sempre se manteve "afastado de qualquer movimento de resistência ao regime militar... Ao contrário das personalidades que viriam a ter fundamental papel em sua trajetória política, relacionava-se bem com o regime. O tom afável do documento encaminhado a Médici, sob cujo governo o Brasil viveu o período de maior repressão, revela a postura de não enfrentamento da ditadura militar, fato corroborado pelos relatos de colegas de faculdade e políticos que com ele atuaram".
Em 1976, Alckmin foi eleito prefeito da sua cidade natal por uma diferença de apenas 67 votos e logo de cara nomeou seu pai como chefe de gabinete, sendo acusado de nepotismo. Ainda como prefeito, tomou outra iniciativa definidora do seu perfil, que na época não despertou muitas suspeitas: no cinqüentenário do Opus Dei, em 1978, ele batizou uma rua de Pinda com o nome de Josemaría Escrivá de Balaguer, o fundador desta seita fascista. Na seqüência, ele foi eleito deputado estadual (1982) e federal (1986).
Na Constituinte, em 1998, teve uma ação apagada e recebeu nota sete do Diap; em 1991, tornou-se presidente da seção paulista do PSDB ao derrotar o grupo histórico do partido, encabeçado por Sérgio Motta.
Em 1994, Mario Covas o escolheu como vice na eleição para o governo estadual. Já famoso por sua ação pragmática e de "rolo compressor", coube-lhe a função de presidente do Conselho de Desestabilização do Estado. As privatizações das lucrativas estatais foram feitas sem qualquer transparência ou diálogo com a sociedade - gerando várias suspeitas de negócios ilícitos. Nas eleições para prefeitura da capital paulista, em 2000, obteve 17,2% dos votos, ficando em terceiro lugar.
Com a morte de Mário Covas, em março de 2001, assumiu o governo e passou a mudar toda a sua equipe, gerando descontentamento até mesmo em setores do PSDB. Em 2002, Alckmin foi reeleito governador no segundo turno, com 58,6% dos votos.
Numa prova de sua vocação autoritária, um de seus primeiros atos no governo estadual foi a nomeação do delegado Aparecido Laerte Calandra - também conhecido pela alcunha de "capitão Ubirajara", que ficou famoso como um dos mais bárbaros torturadores dos tempos da ditadura - para o estratégico comando do Departamento de Inteligência da Polícia Civil.
Com a mesma determinação, o governador não vacilou em excluir os históricos do PSDB do Palácio dos Bandeirantes, cercando-se apenas de pessoas de sua estrita confiança e lealdade - a chamada "turma de Pinda". Atuando de maneira impetuosa e inescrupulosa, ele passou a preparar o terreno para impor sua candidatura à presidência da República no interior do partido.
Como governador de São Paulo, Alckmin nunca escondeu sua postura autoritária. Sempre fez questão de posar como inflexível, como um governante avesso ao diálogo. Ele se gabava das suas ações "enérgicas" de criminalização dos movimentos sociais e de satanização dos grevistas.
Não é para menos que declarou entusiástico apoio à prisão de José Rainha, Diolinda e outros líderes do MST no Pontal do Paranapanema; aplaudiu a violenta desocupação dos assentados no pátio vazio da Volks no ABC paulista e em outras ocupações de terras urbanas ociosas; elogiou a prisão do dirigente da Central dos Movimentos Populares (CMP), Gegê; e nunca fez nada para investigar e punir as milícias privadas dos latifundiários no estado.
Durante seu reinado, o sindicalismo não teve vez e nem voz. Ele se recusou a negociar acordos coletivos, perseguiu grevistas e fez pouco caso dos sindicalistas.
Que o digam os docentes das universidades, que realizaram um das mais longas greves da história e sequer foram recebidos; ou os professores das escolas técnicas, que pararam por mais de dois meses, não foram ouvidos e ainda foram retalhados com 12 mil demissões. "O governo estadual mantém a mesma política de arrocho salarial de FHC, com o agravante de reprimir, não só com a força policial, mas com diversos mecanismos arbitrários, o legítimo direito de greve dos servidores", protestou o ex-presidente da CUT, Luis Marinho, atual ministro do Trabalho. linguagem da violência Os avanços democráticos no país não tiveram ressonância no estado. Ele sabotou a implantação de fóruns de participação da sociedade, como o Conselho das Cidades, criados pelo governo Lula.
O movimento de moradia promoveu vários atos criticando o desrespeito à Lei nº. 9.142, que prevê a aplicação de 10% do ICMS em casas populares, e exigindo a criação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Habitacional. "Há mais de dois anos que o governador dá as costas para o movimento social e o movimento sem teto de São Paulo", criticou Benedito Barbosa, líder da CMP, durante um protesto em agosto de 2004. Veruska Franklin, presidente da Facesp, também condenou "o autoritarismo e a truculência de Geraldo Alckmin".
Avesso ao diálogo e à democracia, a única linguagem entendida pelo ex-governador é o da repressão dura e crua. Isto explica sua política de segurança pública, marcada pelo total desrespeito aos direitos humanos e que tornou o estado num grande presídio.
Semanalmente, 743 pessoas são depositadas em penitenciárias superlotadas de São Paulo - já são 124 mil detentos para 95 mil vagas. Segundo relatório da Febem, o ex-governante demitiu 1.751 funcionários e, hoje, 6.500 adolescentes vivem em condições subumanas, sofrendo maus-tratos. Nos últimos quatro anos, 23 adolescentes foram assassinados nestas escolas do crime, o que rendeu a Alckmin uma condenação formal da Corte Internacional da OEA.
Dados da Unicef revelam que o Estado concentra as piores taxas de homicídios de jovens do país: 16,3 mil por ano ou 107 por dia Contando com forte blindagem da mídia, que reforçou a caricatura do governador como um "picolé de chuchu", insosso e anódino, Alckmin conseguiu submeter quase que totalmente o Poder Judiciário, que hoje está infestado de tucanos enrustidos, e garantir uma maioria servil no Poder Legislativo.
Através de um artifício legal do período da ditadura militar, o atual "paladino da ética" abortou 69 pedidos de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) na Assembléia Legislativa de São Paulo - destas, 37 tinham sido solicitadas para investigar irregularidades, fraudes e casos de corrupção da sua administração.
Este abuso autoritário só recentemente foi superado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou que o tal dispositivo fere o artigo 58, parágrafo 3º da Constituição e liberou a instalação das CPIs. Como sintetiza o sociólogo Rodrigo Carvalho, no livrete "O retrocesso de São Paulo no governo tucano", Geraldo Alckmin marcou sua gestão pela forma autoritária como lidou com a sociedade organizada e pelo rígido controle que exerceu sobre os poderes instituídos e a mídia. "Alckmin trata os movimentos sociais como organizações criminosas, não tem capacidade de dialogar e identificar as demandas da sociedade...
Além disso, ele utilizou sua força política para impedir qualquer ação de controle e questionamento das ações do governo". Esta conduta abertamente antidemocrática, que não nega sua formação política, é que "conquistou o respeito dos maiores industriais, banqueiros e latifundiários de São Paulo" e que o projetou para a disputa da presidência da República, derrotando inclusive alguns tucanos históricos.
Aírton de Farias – Bacharel em Direito e mestrando de História pela UFC.
Tuesday, October 10, 2006
VEM AÍ O 2º PRÊMIO COOPERIFA
Vem aí o 2º Prêmio Cooperifa para todos aqueles que direta ou indiretamente transformaram a periferia num lugar melhor.
Poesia, escritores,livros, discos, cinema, música, teatro, fanzines, sites, jornais, revistas, movimentos, eventos, e afins.
Em breve as indicações.
Aguardem!
Outubro é aniversário da Cooperifa. O grande encontro.
No Aniversário da Cooperifa será realizado o maior encontro de poetas, escritores, músicos, atores e atrizes, amigos, guerreiros e guerreiras, produtores e fazedores de cultura, da periferia do Brasil.
Um churrasco vai selar esse encontro histórico. Aguardem!
Um churrasco vai selar esse encontro histórico. Aguardem!
AS CRIANÇAS DO JARDIM LEME CONVIDAM:
FESTA DO DIA DAS CRIANÇA NA PONTE PRETA DO JARDIM LEME
Dia 12 de outubro a partir das 9hs
Distribuição de brinquedos (8.000), lanches e refrigerantes,sorteios, brincadeiras, shows (Reggae, samba, Rap), Samba de roda, poetas da Cooperifa,distribuição de livros infantis, palhaços, marionetese mais.
Local:CDM do Jardim Leme
Taboão da Serra - SP
FONE informações 83585965
Apoio: COOPERIFA (Cooperativa Cultural da Periferia), Associação amigos do bairro Jd. Leme/Silvio Sampaio, A firma, Zafrica Brasil.
Sobre a festa:
A festa é idealizada por time de futebol de várzea de Taboão da Serra, A.A. Ponte Preta do Jardim Leme e a Associação amigos de bairro e Zafrica Brasil com o apoio da Cooperifa, e já está no sexto ano consecutivo. Nesse dia toda comunidade trabalha em prol de um dia feliz para as crianças carentes do bairro. Serão distribuidos 8 mil brinquedos, todos recebidos de doação de comerciantes, entidades e amigos da periferia. Serão distribuidos 15 mil lanches e refrigerantes. Produzido e realizado pela comunidade as crianças do bairro e bairros vizinhos - aparecem crianças de todos os lugares- têm um domingo muito especial.
È uma das festas mais lindas realizadas pela periferia.
Venham conferir. Participem. Divulguem.
Sérgio Vaz
Dia 12 de outubro a partir das 9hs
Distribuição de brinquedos (8.000), lanches e refrigerantes,sorteios, brincadeiras, shows (Reggae, samba, Rap), Samba de roda, poetas da Cooperifa,distribuição de livros infantis, palhaços, marionetese mais.
Local:CDM do Jardim Leme
Taboão da Serra - SP
FONE informações 83585965
Apoio: COOPERIFA (Cooperativa Cultural da Periferia), Associação amigos do bairro Jd. Leme/Silvio Sampaio, A firma, Zafrica Brasil.
Sobre a festa:
A festa é idealizada por time de futebol de várzea de Taboão da Serra, A.A. Ponte Preta do Jardim Leme e a Associação amigos de bairro e Zafrica Brasil com o apoio da Cooperifa, e já está no sexto ano consecutivo. Nesse dia toda comunidade trabalha em prol de um dia feliz para as crianças carentes do bairro. Serão distribuidos 8 mil brinquedos, todos recebidos de doação de comerciantes, entidades e amigos da periferia. Serão distribuidos 15 mil lanches e refrigerantes. Produzido e realizado pela comunidade as crianças do bairro e bairros vizinhos - aparecem crianças de todos os lugares- têm um domingo muito especial.
È uma das festas mais lindas realizadas pela periferia.
Venham conferir. Participem. Divulguem.
Sérgio Vaz
Lançamento de livro no sarau da cooperifa
SARAU DA COOPERIFA APRESENTA:
Lançamento do livro
CADA TRIDENTE EM SEU LUGAR E OUTRAS CRÔNICAS, de Cidinha Silva
Dia 11 de outubro quarta-feira
Local: Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797
Chácara Santana
Zona sul- SP
NELSON MACA - SALVADOR - BA
justiça
nelson maca (gramática da Ira)
publicarei minha Ira
depois irei pagar pelo meu crime
palavras amargas
trágicos cálculos de quanto custou
em vidas humanas e sofrimentos cativos
salvar minha pele
preservar meus ossos
revoltar-me em silêncios
balbuciações
sussurros
murmúrios
resmungos
até um dia outro explosivo
então vazou rancores
fluiu amarguras
houve revolta aberta
então gritei meu nome
para que eu saísse de vez deste infecto inferno
desta linha de montagem de paraísos interditos
deste corpo mal adaptado
desta mente doentia com defeito de formação
deste mundo que nunca foi meu
primeiro
publicarei minha Ira
depois
condenarei o seu crime
nelson maca (gramática da Ira)
publicarei minha Ira
depois irei pagar pelo meu crime
palavras amargas
trágicos cálculos de quanto custou
em vidas humanas e sofrimentos cativos
salvar minha pele
preservar meus ossos
revoltar-me em silêncios
balbuciações
sussurros
murmúrios
resmungos
até um dia outro explosivo
então vazou rancores
fluiu amarguras
houve revolta aberta
então gritei meu nome
para que eu saísse de vez deste infecto inferno
desta linha de montagem de paraísos interditos
deste corpo mal adaptado
desta mente doentia com defeito de formação
deste mundo que nunca foi meu
primeiro
publicarei minha Ira
depois
condenarei o seu crime
Aos meus amigos...
Este último final de semana foi um dos mais poéticos da minha vida. Eventos e mais eventos. Sarau da Cooperifa na quarta-feira, na sexta estivemos no biblioteca Alceu Amoroso Lima, sábado e domingo no auditório do Itau Cultural participando do espetáculo "a letra da rua", que faz parte do corredor literário.
Mais isso não foi o melhor de tudo, o melhor foi poder contar com os amigos, que, no mais velho estilo, nunca deixam o outro na mão. Nesse mundo cão sem porteira, onde o dinheiro é adorado como um Deus, ter amigos, bons amigos, é quase uma dádiva divina. Um dia, em algum lugar uma pessoa me perguntou: "você vive de poesia?", eu respondi que sim, mas só atualmente sei o que significa viver de poesia. Pra ficar claro, "Sim, eu vivo de poesia, e os meus amigos são os melhores poemas que já escrevi."
Queria, se vocês me permitirem, que esse pequeno texto fosse um abraço, pode?
Então, sintam-se abraçados!
Coração em chamas,
Sérgio Vaz
Mais isso não foi o melhor de tudo, o melhor foi poder contar com os amigos, que, no mais velho estilo, nunca deixam o outro na mão. Nesse mundo cão sem porteira, onde o dinheiro é adorado como um Deus, ter amigos, bons amigos, é quase uma dádiva divina. Um dia, em algum lugar uma pessoa me perguntou: "você vive de poesia?", eu respondi que sim, mas só atualmente sei o que significa viver de poesia. Pra ficar claro, "Sim, eu vivo de poesia, e os meus amigos são os melhores poemas que já escrevi."
Queria, se vocês me permitirem, que esse pequeno texto fosse um abraço, pode?
Então, sintam-se abraçados!
Coração em chamas,
Sérgio Vaz
Friday, October 06, 2006
DOE BRINQUEDOS E LIVROS INFANTIS
PROGRAME-SE:
Hoje (sexta-feira)
Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Sarau com o Poeta Sérgio Vaz e convidados (poetas da Cooperifa)
Leitura de poemas "A POESIA DOS DEUSES INFERIORES"
Dia 06 de outubro 20hs
Rua Henrique Schauman, 777 PinheirosSP-SPFne: 3082.5023
Sábado e domingo
ITAU CULTURAL APRESENTA
ESPECIAL RUAS
Poemas metrópoles
A Literatura da rua e sobre a rua é a matéria-prima do espetáculo Lítero-musical A LETRA DA RUA , com textos de vários autores serão apresentados pelos poetas
SÉRGIO VAZ E FREDERICO BARBOSA.
Dias 07 e 08 de outubro 19hs30
Sala Itau cultural
Av. Paulista, 149(ingresso distribuído com meia hora de antecedência)
Segunda-feira
CAFÉ LITERÁRIO EM TABOÃO DA SERRA
Apresentação do poeta Sérgio Vaz
Recital poético com vários poetas da região e convidados
Dia 09 de outubro a partir das 19hs30
Local: Secretaria de Educação e CulturaRua: Elizabeta Lips, 166 Jd. Bom TempoFone: 4788.5822
Quarta-feira
SARAU DA COOPERIFA
Lançamento do livro CADA TRIDENTE EM SEU LUGAR E OUTRAS CRÔNICAS, de Cidinha Silva
Dia 11 de outubro quarta-feira
LOcal: Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Zona sul- SP
Quinta-feira
DOE BRINQUEDOS E LIVROS INFANTIS
FESTA DO DIA DAS CRIANÇA NA PONTE PRETA DO JARDIM LEME
Dia 12 de outubro a partir das 9hs
Distribuição de brinquedos (8000), lanches e refrigerantes,sorteios, brincadeiras, shows, poesia, distribuição de livros infantis, e mais.
Local:CDM do Jardim Leme Taboão da Serra - SP
FONE informações 83585965
Apoio: COOPERIFA (Cooperativa Cultural da Periferia)
Sobre a festa:
A festa é realizada e produzida pelo sexto ano consecutivo pela A.A. Ponte Preta do Jardim Leme e a Associação amigos de bairro com o apoio da Cooperifa. Nesse dia toda comunidade trabalha em prol de um dia feliz para as crianças carente do bairro. Serão distribuidos 8 mil brinquedos, todos recebidos de doação de comerciantes, entidades e amigos da periferia.
Participe, divulgue e apareça.
Ufa! "Nóis não pára".
Não é possivel que a gente não vai se encontrar por aí.
Coração em chamas,
Sérgio Vaz
poeta da periferia
Hoje (sexta-feira)
Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Sarau com o Poeta Sérgio Vaz e convidados (poetas da Cooperifa)
Leitura de poemas "A POESIA DOS DEUSES INFERIORES"
Dia 06 de outubro 20hs
Rua Henrique Schauman, 777 PinheirosSP-SPFne: 3082.5023
Sábado e domingo
ITAU CULTURAL APRESENTA
ESPECIAL RUAS
Poemas metrópoles
A Literatura da rua e sobre a rua é a matéria-prima do espetáculo Lítero-musical A LETRA DA RUA , com textos de vários autores serão apresentados pelos poetas
SÉRGIO VAZ E FREDERICO BARBOSA.
Dias 07 e 08 de outubro 19hs30
Sala Itau cultural
Av. Paulista, 149(ingresso distribuído com meia hora de antecedência)
Segunda-feira
CAFÉ LITERÁRIO EM TABOÃO DA SERRA
Apresentação do poeta Sérgio Vaz
Recital poético com vários poetas da região e convidados
Dia 09 de outubro a partir das 19hs30
Local: Secretaria de Educação e CulturaRua: Elizabeta Lips, 166 Jd. Bom TempoFone: 4788.5822
Quarta-feira
SARAU DA COOPERIFA
Lançamento do livro CADA TRIDENTE EM SEU LUGAR E OUTRAS CRÔNICAS, de Cidinha Silva
Dia 11 de outubro quarta-feira
LOcal: Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Zona sul- SP
Quinta-feira
DOE BRINQUEDOS E LIVROS INFANTIS
FESTA DO DIA DAS CRIANÇA NA PONTE PRETA DO JARDIM LEME
Dia 12 de outubro a partir das 9hs
Distribuição de brinquedos (8000), lanches e refrigerantes,sorteios, brincadeiras, shows, poesia, distribuição de livros infantis, e mais.
Local:CDM do Jardim Leme Taboão da Serra - SP
FONE informações 83585965
Apoio: COOPERIFA (Cooperativa Cultural da Periferia)
Sobre a festa:
A festa é realizada e produzida pelo sexto ano consecutivo pela A.A. Ponte Preta do Jardim Leme e a Associação amigos de bairro com o apoio da Cooperifa. Nesse dia toda comunidade trabalha em prol de um dia feliz para as crianças carente do bairro. Serão distribuidos 8 mil brinquedos, todos recebidos de doação de comerciantes, entidades e amigos da periferia.
Participe, divulgue e apareça.
Ufa! "Nóis não pára".
Não é possivel que a gente não vai se encontrar por aí.
Coração em chamas,
Sérgio Vaz
poeta da periferia
Wednesday, October 04, 2006
DIA DAS CRIANÇAS NA PONTE PRETA
À FIRMA
APRESENTA:
FESTA DO DIA DAS CRIANÇAS NA PONTE PRETA DO JARDIM LEME
DIA 12 DE OUTUBRO A PARTIR DAS 09HS
Distribuição de brinquedos, lanches e refrifgerantes
Shows, sorteios, brincadeiras, danças e muita Poesia
Local: CDM Jardim Leme (Taboão da Serra-SP)
Apoios: COOPERIFA, ASSOCIAÇÃO AMIGOS DE BAIRROS -LEME-SUINÁ, EUTORTUR TURISMO (TABOÃO DA SERRA), SHOPPING TABOÃO, SELO ELEMENTAL, DRR, PREF. TABOÃO DA SERRA.
NOTÍCIAS DA GUERRA
CAIU A DITADURA NA BAHIA. (Nem tudo são dores no front)
Depois de 16 anos de poder, o alcaide Antônio Carlos Magahães foi exonerado pelo povo do poder (demorô). Nelson Maca, Hamilton Borges, autênticos baianos, que nunca fizeram parte da máfia do dendê, estão muito felizes. Por eles também estou muito feliz. Desculpe Ivetes e Danielas, mas desta vez o povo do gueto mandou avisar: que vai acabar com a festa!
Tuesday, October 03, 2006
RUAS DESERTAS
Ruas desertas
As eleições de domingo me fizeram refletir muito sobre o país e seus habitantes - que se dizem brasileiros-, e descobri uma coisa que jamais queria admitir: somos uma nação de bunda-moles. Uma geração que mente o tempo todo para si mesma, afim de disfarçar a covardia encrustada no coração e para não arranhar essa imagem de revolucionério que nos cai tão bem, seja à frente de um microfone ou segurando uma caneta.
Desde que me conheço por gente ouço esse lenga-lenga dessa tal revolução, e que na hora certa nós saberíamos quem é quem, quem ia correr e blá, blá, blá... Que o trabalhador, blá, blá, blá... Que os imperialistas, blá, blá, blá... Mentiram pra mim, o tempo todo. Sou um imbecil. Como eu não desconfiei dessa verborragia colegial, e que eles usavam apenas uma capa usada de algum super-herói incapaz de andar com as próprias pernas, quem dirá voar como os pássaros ?
Domingo, em plena luta de classes, rico contra pobre, a cidade estava entregue aos abutres e as nossas vísceras foram devoradas com o nosso consentimento. Na TV, as hienas disputavam palmo-a-palmo o nosso cadáver, enquanto deliravam com os gritos de vitória. Não falo isso a respeito e somente pelo resultado das eleições, falo da forma de como não lutamos, como não enfrentamos nossos inimigos e de como eles cuspiram na nossa cara sem dó nem piedade.
Desde que me conheço por gente ouço esse lenga-lenga dessa tal revolução, e que na hora certa nós saberíamos quem é quem, quem ia correr e blá, blá, blá... Que o trabalhador, blá, blá, blá... Que os imperialistas, blá, blá, blá... Mentiram pra mim, o tempo todo. Sou um imbecil. Como eu não desconfiei dessa verborragia colegial, e que eles usavam apenas uma capa usada de algum super-herói incapaz de andar com as próprias pernas, quem dirá voar como os pássaros ?
Domingo, em plena luta de classes, rico contra pobre, a cidade estava entregue aos abutres e as nossas vísceras foram devoradas com o nosso consentimento. Na TV, as hienas disputavam palmo-a-palmo o nosso cadáver, enquanto deliravam com os gritos de vitória. Não falo isso a respeito e somente pelo resultado das eleições, falo da forma de como não lutamos, como não enfrentamos nossos inimigos e de como eles cuspiram na nossa cara sem dó nem piedade.
A periferia estava deserta na hora da batalha, nossos soldados, não todos, mas grande parte, estavam cuidando do próprio umbigo, alguns poetas que conheço estavam escrevendo poemas sobre a queda da Bastilha, enquanto todos nós erámos enforcados em praças públicas. Idiotas! Que não venham com velhos e empoeirados discursos de salvar o povo, de libertar a periferia, de criar novos quilombos, pois perdemos o trem da história e não importa mais nenhum resultado das eleições, nós morremos e a coragem nunca mais nos encarnará. Mentiram pra mim, disseram que quando começasse a guerra todos estariam presente, no entanto, quase ninguém apareceu para o combate, quase ninguém apareceu para responder a chamada: Fulano? Faltou. Sicrano? Correu.
Por favor, tirem a palavra revolucionário do dicionário, e principalmente da boca de certas pessoas, de onde sai todas as mentiras desses heróis de esquinas que mal salvam a própria pele. Não desisti, nem vou desistir, estou apenas triste e com ferimentos no peito, quando o juiz começar a contagem, vou esperar até o nove e me levantar para a luta. Não sou tão forte quanto eu penso, mas eu tenho o péssimo hábito da leitura e já li "Dom quixote" de Cervantes umas quatro vezes. Também tenho um rocinante e uma Dulcinéia, para enfrentar o mundo e os moinhos de vento não basta apenas coragem, é preciso boa dose de loucura e acreditar em primaveras.
De capa e espada,
Sérgio Vaz
poeta espadachim
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