Tuesday, October 30, 2007

SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:


Clique no cartaz para ampliar

ANIVERSÁRIO DO SARAU DA COOPERIFA

Sarau da Cooperifa por João Wainer:












Monday, October 29, 2007

3º PRÊMIO COOPERIFA

VEM AÍ O 3º PRÊMIO COOPERIFA
Pelo terceiro ano consecutivo, a Cooperifa promove sua premiação, no intuito de homenagear todos aqueles que direta, ou indiretamente contribui para que a periferia se torne um lugar melhor para viver. Serão homenageados, poetas, escritores, jornalistas, sites, jornais, entidades, comunidades, projetos, e quem mais a gente quiser. Aguardem.

Rose, recebendo o prêmio

Sunday, October 28, 2007

É TUDO NOSSO!

Sábado estreiou o filme "É tudo nosso!" do Toni C. sobre o Hip Hop na América Latina.
Um olhar profundo sobre o movimento que mudou a cara da periferia do Brasil.
O Filme registra vários momentos dos quatro elementos que são a base do movimento. Vale conferir!

Thursday, October 25, 2007

ARTIGO DO JORNAL "O POVO"


ESTRELINHA FUTEBOL CLUBE - Sérgio Vaz

“A Felicidade era um lugar estranho, lá, os meninos, após a chuva comiam o arco-íris e saiam coloridos pela rua Jogando futebol. O futuro era decidido no par-ou-ímpar e o passado simplesmente não existia”. S.V.

No meu tempo de moleque ninguém tinha uma profissão em mente para se apegar ao futuro, todos, sem exceção queriam ser jogadores de futebol. E olha que naquela época nem dava tanto dinheiro assim. Mas não sei se pelo romantismo, pela magia ou simplesmente pela falta de perspectiva... sei lá, só sei que todos nós queríamos ser jogadores de futebol. Eu apesar da idade confesso que ainda quero.
Mas tempo passou, o Morumbi e o Maracanã envelheceram em mim e a memória, este estádio vazio, toma dribles maravilhosos da lembrança, e tudo que me lembro foram os gols perdidos. Perdi muitos gols cara a cara com o goleiro, por isso não sou jogador, por isso não sou doutor. Tomei muita vaia do destino.
Não lembro de nenhum amigo desta época que tenha sequer passado na peneira de algum time profissional, poucos viraram doutores e uns tantos não lerão este artigo, se é que vocês me entendem.
A Violência sempre fez muitas faltas no nosso jogo, e quase todas por trás. Dói só de lembrar.
Apesar dos intervalos, lembro-me de partidas inesquecíveis, dessas que começavam pela manhã e seguiam tortuosas pela tarde, interrompidas apenas pelo almoço e o café das três.
São momentos inenarráveis passados com estes parceiros de time, esses meninos sábios e imortais, sem presente e sem futuro deslizando os pés descalços pelo chão.
Hoje em dia, aquele campinho de terra que esculpimos com as nossas próprias mãos é um grande cemitério, e muitos deles estão ali, enterrados com seus sonhos, antes mesmo do jogo acabar. Outros, por desrespeitarem as regras cometeram pênaltis desnecessários (?), e, por ordem dos juízes, foram mais cedo para o chuveiro.
Para minha tristeza muitos ainda continuam a cometer faltas, sem medo de tomar cartões vermelhos ou amarelos, sem se importar com a força do adversário, sem se importar com a cor da camisa, sem se importar com os derrotados, se importando apenas em vencer, e vencer a qualquer preço. Por isso, muitos são substituídos com o jogo em andamento, alguns, antes mesmo de tocar na bola.
Às vezes, quando a dor sai do vestiário e a saudade entra em campo, faço um minuto de silêncio, deixo uma lágrima rolar e jogo por eles a prorrogação.


Sérgio Vaz

MANIFESTO DA ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA


Manifesto da Antropofagia periférica



A Periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor. dos becos e vielas há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune. Eis que surge das ladeiras um povo lindo e inteligente galopando contra o passado. A favor de um futuro limpo, para todos os brasileiros.

A favor de um subúrbio que clama por arte e cultura, e universidade para a diversidade. Agogôs e tamborins acompanhados de violinos, só depois da aula.

Contra a arte patrocinada pelos que corrompem a liberdade de opção. Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico, a emoção e a sensibilidade que nasce da múltipla escolha.

A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.


A favor do batuque da cozinha que nasce na cozinha e sinhá não quer. Da poesia periférica que brota na porta do bar.
Do teatro que não vem do “ter ou não ter...”. Do cinema real que transmite ilusão.
Das Artes Plásticas, que, de concreto, quer substituir os barracos de madeiras.
Da Dança que desafoga no lago dos cisnes.
Da Música que não embala os adormecidos.
Da Literatura das ruas despertando nas calçadas.

A Periferia unida, no centro de todas as coisas.

Contra o racismo, a intolerância e as injustiças sociais das quais a arte vigente não fala.
Contra o artista surdo-mudo e a letra que não fala.

É preciso sugar da arte um novo tipo de artista: o artista-cidadão. Aquele que na sua arte não revoluciona o mundo, mas também não compactua com a mediocridade que imbeciliza um povo desprovido de oportunidades. Um artista a serviço da comunidade, do país. Que armado da verdade, por si só exercita a revolução.

Contra a arte domingueira que defeca em nossa sala e nos hipnotiza no colo da poltrona.
Contra a barbárie que é a falta de bibliotecas, cinemas, museus, teatros e espaços para o acesso à produção cultural.
Contra reis e rainhas do castelo globalizado e quadril avantajado.
Contra o capital que ignora o interior a favor do exterior. Miami pra eles ? “Me ame pra nós!”.
Contra os carrascos e as vítimas do sistema.
Contra os covardes e eruditos de aquário.
Contra o artista serviçal escravo da vaidade.
Contra os vampiros das verbas públicas e arte privada.
A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.

Por uma Periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor.

É TUDO NOSSO!

Sérgio Vaz
Cooperifa



DOMINGO TEM SARAU DA COOPERIFA NO PROGRAMA ANTENA PAULISTA







Neste domingo tem sarau da Cooperifa no programa Antena Paulista (TV globo) às 7hs da manhã.

Esta matéria foi gravada há dois meses, e por incrível que pareça vai passar bem no aniversário de seis anos de sarau.


Quem estiver com insônia ou estiver chegando da balada...


SÁBADO NO FÓRUM SOCIAL SUL

Na sexta-feira estou em Salvador-Ba com nelson Maka na Unicsal fazendo o lançamento do livro "Colecionador de pedras", e no sábado vou participar do Fórum Social Sul, no Jardim Ângela, a partir das 19hs, na mesa que vai discutir Cultura. A Vida não pára.
Se liga na programação:





III FÓRUM SOCIAL SUL-SP

Rua: Luís Baldinato, 09 – Jardim Ângela
CEP 04935-100 - Fone: (011) 5831- 2612 R206
www.forumsocialsul.org.br


1. JUSTIFICATIVA DO EVENTO
Há sete anos acontece em janeiro, com uma força surpreendente, o Fórum Social Mundial, com milhares de pessoas, envolvidas no Movimento Social Mundial reafirmando que "Um outro mundo é possível!".

Neste cenário globalizado, nós, representantes da sociedade civil da região Sul de São Paulo, Embu, Itapecerica, Taboão, Embu-Guaçu, Grajaú, Cidade Ademar, Jardim Ângela, São Luiz, Campo Limpo e Capão Redondo e adjacências, realizamos o Fórum Social Sul-SP, (que aconteceu de 28/04/2004 a 01/05/2004 e de 29/10/2005 a 02/11/2005, tendo a participação 7.000 pessoas aproximadamente. Participantes escritos em oficinas e painéis, orientados, pela Carta de Princípios do Fórum Social Mundial,. O tema para orientar os debates e oficinas, "Uma outra periferia é possível, necessária e urgente!" , gerou vários debates através dos temas:

Desenvolvimento Sustentável, Águas e Meio Ambiente, Educação, Segurança Alimentar, Organização Popular e Políticas Públicas, Saúde e Cultura da Paz.População atingida por impacto de divulgação 21 mil pessoas.
Neste ano está sendo organizado o III Fórum Social Sul, que acontecerá de 25 a 27 de outubro de 2007 no mesmo formato dos anteriores. Queremos ser apenas mais propositivos nos painéis e mostrar todas as riquezas que existem na periferia através dos trabalhos das pessoas e organizações diversas.

2. OBJETIVO
Ser um espaço aberto de encontro para o aprofundamento da reflexão, o debate democrático de idéias, a formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para ações eficazes, de entidades e movimentos da sociedade civil construção de alternativas sócio política e econômica na Região Sul da Cidade de São Paulo e municípios vizinhos, acreditando que "uma outra periferia é possível necessária e urgente".

3. DIAS DO FÓRUM SOCIAL SUL- sp 2007
Período: de 25 a 27 de Outubro de 2007
Data
Horário
Local
Painel
25/10/07
18h00
Rua Luís Baldinato, 09
26/10/07
09h00
Rua Luís Baldinato, 09
Cultura da Paz
26/10/07
14h00
Rua Luís Baldinato, 09
Saúde
26/10/07
19h00
Rua Luís Baldinato, 09
Educação
27/10/07
09h00
Rua Luís Baldinato, 09
Tribunal Popular
27/10/07
14h00
Rua Luís Baldinato, 09
Meio Ambiente
27/10/07
19h00
Rua Luís Baldinato, 09
Cultura
27/10/07
21h30

ENCERRAMENTO
Após o Painel de Cultura
No decorrer destes dias, no intervalo dos painéis, acontecerão oficinas temáticas diversas de acordo com o interesse de entidades, escolas, movimentos ou outros grupos que queiram desenvolver seus trabalhos e também feira de economia solidária e diversas apresentações culturais.

O POETA SILAS RESENHA O LIVRO "COLECIONADOR DE PEDRAS"

Artigo - Resenha - Silas Correa Leite


As Pedras do Colecionador Sérgio Vaz

A Poesia ganhou a rua. A rua da amargura. E lá se cantou os lamentos dos excluídos sociais.
A periferia sociedade anônima e seus brasileirinhos mestiços que, sim têm muito o que dizer; testemunhas humanas desses tempos de muito ouro e pouco pão, de Sem Terras, Sem Tetos, Sem Vozes; de lucros impunes, riquezas injustas, propriedades-roubos, principalmente em globalizados tempos neoliberais de paulistas privatizações-roubos (privatarias) e terceirizações neoescravistas promovidas na calada da noite por um picolé de chuchu.
Que negócio é esse mano, do Brasil só ser rico para os ricos, não ser rico para os pobres? Pois é. O Poeta Sérgio Vaz é o redentor dessa labuta, desses cantares, desse povo que tem muito o que dizer também no letral.
Sérgio Vaz recolhe as pedras dessas ruas, ele mesmo produz as suas próprias pedras, e, como disse Drumond que sempre “tem uma pedra no meio do caminho”, elas, finalmente foram editadas e, na obra literária “Colecionador de Pedras” de Sérgio Vaz - para não dizer que não falei de flores - trazem à tona o grito desses descamisados.
Porque Sérgio Vaz escreve, declama – quem tem raça e sangue de próprio punho e pulso faz ao vivo - junta os poetas rueiros, cooperativa as palavras e os sentimentos. Vale ao vivo.
O livro Colecionador de Pedras é isso: recolhes que explicitam a dor dos oprimidos. Brasileirices. Jogar areia nos nossos olhos? Arear a alma, isto sim, cara pálida. Acender pirilâmpadas.
Poesia do chão das ruas abandonadas ao deus-dará, de becos, vielas, cortiços, comunidades, bibocas, favelas, todas cooperativadas num colar de macadames. Trincheiras poéticas.
A arte que resiste e berra outros navios negreiros, outras moendas – vai vendo o poder das palavras, ele diz – e prefere Revolução sem R. Esse é o Sérgio Vaz, coração em chamas.
Os estilhaços-pinceladas de poemas rueiros, conscientes e inconscientes, que latejam e volatilizam alma e coragem. Uma legião de pedras sem terem palanques, a não ser as comnidades-palanques, as esquinas, bares, casas e acontecências...e sofrências.
Pra mim, as Pedras do Sérgio Vaz são também as sandálias desse Colecionador. Já pensou que cicatrizes? Ave Sérgio: habemus poemas com a cara e a coragem brasileríssima. Resistir no letral? Que possa ser. Poemas-pedras. Quebram vidraças e erguem castelos, derrubam muros, pois, como disse Clarice Lispector, há dias que lambemos paredes.
Ainda mais nessa áfrica-utópica-panamérica-sampa da força da grana que ergue e destrói coisas belas... Carbonários, noiteadeiros, marginais, pagodeiros, uni vozes. Até porque tem sempre alguém apontando uma pedra pra nós: uma pedra-olhar de discriminação, de constrangimento, uma pedra-não de falsos sins; uma pedra-toleima, pedra pão dormido, pedra além da casagrande e senzala, pedras esmolas. Mas poetas não são pidonchos.
Se a arte é libertação, de alguma maneira podemos resistir na arte. É isso que Sérgio Vaz faz como serventia de ser cidadão e impregnar de lirismo e dor os gritos pairando nos ares dessa desvairada paulicéia de ameríndios e afrodescendentes. E há pedras-lágrimas. O badame dói. A cetra estica, agoniza mas não morre.
E ele ainda poeta: “Que a pele escura/Não seja escudo/Para os covardes/Que habitam a senzala/Do silêncio(...)Porque nascer negro é consequência/Ser (NEGRO) é Consciência(...)”. Esse Sérgio Vaz tem a minha cara, a sua cara, a nossa cara, somos milhões descendo para o asfalto da selva urbana de estátuas e cofres, e temos muito o que dizer. Periga ler, tá ligado. Sente o clima? A alma dos acorrentados de alguma maneira vaza.
E alguém com sensibilidade e talento coleciona pedras-poemas. E o menino-poeta-rueiro-(porque colecionador tem que andar-se muito) ainda traz a sua infância (pobretriste) consigo: “Não faço Poesia/Jogo futebol de várzea/No papel”. Lindo. Poesia pura. Poéticas fintas garrinchais nos dribles do olhar/sentir/dizer-(se) em fragmentos-closes. O ócio é duro de roer. Ócios do ofício de escrever(se).
Pedras quebram vidraças, desfazem brumas e clareiam espectros. Porque a bala de hortelã que não compramos no farol; porque o olhar humilhante que damos com olhos de palha na rua para os rejeitados, é o mesmo que por dias, anos; de milhares de insensíveis com gatilhos de censura alimentam o ódio daquele que rumina a dor de ser excluído, até um dia o descaminho da falta de estrutura total colocar o serzinho entre a droga e o grito contido, então, com uma arma na mão, o desprezado (dívidas sociais históricas), já não pede, e nem implora, exige - mãos ao alto!
E então, meu irmão, a bala perdida sempre acha o seu alvo-qualquer-um-de-nós com nossos falsos muros de lamentações. “Ah!, é permitido sorrir” – diz Nelson Maca na última capa do livro(...) “Poeta marginal, sugere alguns...depende de que lado da margem...” diz Toni C (Hip-Hop a Lápis) também no mesmo espaço.
Mas o arco-íris marrom dói na consciência histórica. Há margens, moinhos, moendas, e há o avesso do haver-se. Subindo a ladeira mora a noite? Sim, meus irmãos: não há sensações no esquecimento. Sérgio Vaz escreve sobre a sua dura realidade emergente, recolhe essas pedras, violências, medos, carências, pensamentos vadios. Ele mesmo é todas as comunidades.
Quase todos os heróis são sonhadores?.
E coloca a alma para respirar: “No orfanato/As crianças/Pedem esmolas/Com os braços abertos(...)” Anjos caídos agradecem.
Antes mesmo que colecionar “pedras”, Sérgio Vaz dá testemunho de seu tempo, de seu povo, de seus tantos lugares. E os cantos desses tempos-povos-lugares.
A periferia cooperativada em busca de justiça histórica agradece. Nós temos um sonho. Que a poesia nos liberte de tantas amarras (de todas as matizes e chorumes e escrevivências) dos filhos deste solo. Amém. Saravá, Castro Alves!
Nosso cartão de crédito não é uma navalha na alma: é um poema na veia!
Silas Correa Leite
Site: www.itarare.com.br/silas.htm

SACOLINHA NO JÔ SOARES


HOJE TEM SARAU RAP NA AÇÃO EDUCATIVA

POESIA DAS RUAS

SARAU RAP
QUINTA-FEIRA 19HS30
Ação Educativa
Rua General Jardim , 660
Centro-SP
William, Versão popular

Wednesday, October 24, 2007

SARAU DA COOPERIFA, 6 ANOS DE POESIA


Hoje o sarau da Cooperifa completa seis anos de poesia. Seis anos de luta e resistência cultural. Se a literatura Periférica e Marginal ocupa um lugar de destaque no coração das pessoas o sarau contribuiu muito para isso. Dali surgiram e surge vários poetas que ganham o mundo através da literatura, da poesia.
Hoje também acontece vários saraus nas quebradas inspirados no da Cooperifa, maravilha. Quanto mais melhor!
Então é só esperar belo bolo, até mais tarde.
É tudo nosso!
abs.
Sérgio Vaz

COLECIONADOR DE PEDRAS EM SALVADOR-BA

Maca Blackitude no sarau da Cooperifa



Sexta-feira tem lançamento do livro "Colecionador de pedras" na Bahia preta de nelson Maka e Hamilton Borges.
Vou participar da SEMANA DE LETRAS DA UCSAL, que além do lançamento preparou uma mesa de debates e um sarau com os poetas da Bahia.

Se liga no blog do Maka:

www.gramaticadaira.blogspot.com

SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA

Núcleo de cinema periférico lança Manifesto.







MANIFESTO DO OLHAR VISCERAL


Sou viela, ciranda ou morro.

O corpo. As vísceras.

Reivindicando a alma seqüestrada há mais de 500 anos.

O vídeo-artesão na linha de montagem feita de organismo vivo; gerado da necessidade de representar o universo que nos circunda. O nosso vídeo se faz à imagem esculpida do puro caos ordenado no calor da noção de quem não só filma, mas se filma ao narrar sua própria história pela lente fria da câmera.

O olhar em desintoxicação!Uma ofensa ao pobre cinema-manso, à mediocridade da novela nossa de cada dia.

Nossa estética é a da procura, a do resgate, a do encontro, da experimentação.

Olhar quilombola que ofusca e risca a imagem dos borba-gatos da colonização cultural.Sabotagem na linha de reprodução de estereótipos.

Celebração do personagem vivo, do personagem-alma, da periferia viva.

O encontro entre personagem, espectador e realizador, um na bolinha do olho do outro.

Em busca da cinemateca perdida criamos nossos cineclubes-avessos em bares, escadões, becos, nossas quebradas...

Periferias como centro.

Periferia do universo, do mundo, do país, da cidade, dialogando com nossos sentimentos.

E... nosso nome não é Zé Pequeno!!!!!!!!!!!!!



CINEBECOS, ARTE NA PERIFERIA, NCA e MUCCA

Tuesday, October 23, 2007

SEMANA DE ARTE MODERNA - ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA

PROGRAMAÇÃO:



DOMINGO: 04/11 às 11h00 – C A M I N H A D A C U L T U R A L

Trajeto entre o Largo do Socorro e Casa de Cultura M’Boi Mirim (Lgo de Piraporinha)




SEGUNDA: 05/11 – A R T E S P L Á S T I C A S

11h00 – Oficinas de artes plásticas
19h00 – Exposição coletiva com artistas da periferia.
Expositores: Ricardo Akemi, Boicote, Ganu, Jair Guilherme Filho, Marcus Vinicius,
Michel Onguer, a trajetória vivida na periferia.

Local: SACOLÃO DAS ARTES
End: Av. Cândido José Xavier, 577 – Parque Santo Antonio




TERÇA: 06/11 – D A N Ç A

TARDE:
14h00 - MOSTRA DE VIDEO
14h30 - PALESTRA / DEBATE
15h30 - WORKSHOP / DANÇAS
-intervenções poéticas (em todos os intervalos)
NOITE:
18h00 - MARANA CAPOEIRA
Roda de capoeira: Angola / Regional.
18h30 - FLOR DE LIS (grupo da melhor idade)
Coreografia: Dança Indígena
19h30 - PROJETO DIVERSIDANÇA
Coreografia: Danças da Peneira (Flor de lis)
20h00 – CIA. SANSACROMA (afro contemporâneo)
20h30 – ESPÍRITO DE ZUMBI (Afro Brasileiro)

Local: CEU CAMPO LIMPO
Av. Carlos Lacerda, 678 – Campo Limpo




QUARTA: 07/11 – L I T E R A T U R AA

17h00 – DEBATE: “A produção literária na periferia”,
Debatedores: Debatedores: Alessandro Buzo – Sacolinha
Elizandra Souza - Antonio Eleilson. Mediação: Sérgio Vaz

Local: CASA POPULAR DE CULTURA M’BOI MIRIM
Av. Inácio Dias da Silva, s/nº - Piraporinha.

20h00 – SARAU DA COOPERIFA

Local: BAR DO ZÉ BATIDÃO
R. Bartolomeu dos Santos, 797 – Chácara Santana





QUINTA – 08/11 – C I N E M A

16h00 - Dança das Cabaças - Exu no Brasil - 54´
17h15 - Poeira - 5´
O Último da Fila - 10'
A Viagem – 12´
Paralelo: Espasmos de Realidade - 16'
18h15 - Defina-se - 4´
Nhanhoma Paulista - 2'
Cosmolho - 3'
19h15 - Onomatomania - 2´
2 Meses e 23 Minutos - 23'
Panorama: Arte na Periferia - 50´
20h30 – CONVERSA ENTRE CONVIDADOS E PÚBLICO
19h00 – Exibição de vídeos no Terminal Capelinha

Local: CEU CASA BLANCA
R. João Damasceno, 85 – Vila das Belezas





SEXTA: 09/11 – T E A T R O

08h30 - Café da manhã e colóquio com coletivos teatrais
11h00 - Band'doido apresenta "... Não é contar piada!”.
14h00 - Cia. Diarte Teatral apresenta "Fragmentos de um poeta"
16h00 - UMOJA apresenta demonstração de processo do espetáculo "Quem me pariu?"
17h30 - Capulanas apresenta performance "Negra Poesia"
18h00 - Ação e Arte apresenta performance com trecho do seu novo espetáculo "X"
19h30 - Brava Companhia apresenta "A BRAVA"

Local: CENTRO CULTURAL MONTE AZUL
Av. Tomás de Souza, 552 – Jardim Monte
Azul







SÁBADO: 10/11 – M Ú S I C A

Show com os grupos:

16h00 - Trio Porão
16h45 - Chapinha do Samba da Vela e Pagode da 27
17h30 - Wesley Noog
18h10 - B Valente
18h55 - Os Mamelucos
19h50 - Banda A
20h40 - Periafricania
21h35 - Preto Soul
11h05 - Versão Popular

Local: CASA POPULAR DE CULTURA M’BOI MIRIM
Av. Inácio Dias da Silva, s/nº - Piraporinha



Informações: (11) 9342-8687 / 8358-5965cooperifa@gmail.com


ANIVERSÁRIO DO SARAU DA COOPERIFA

Nesta quarta-feira o sarau da Cooperifa completa seis anos de atividade cultural, nas fotos abaixo um breve histórico das nossas traquinagens. Uma pequena homenagem aos amigos e eventos que aconteceram durante estes seis anos de resistência cultural.
Eu e o Marco Pezão, fundadores do sarau da Cooperifa (outubro de 2001)

Gog e Rappin Hood no Sarau

Nossos poetas e amigos Mais poetas, mais amigos
Mais poetas, mais amigos


Poetas da cooperifa (contra capa do CD)



2º Prêmio Cooperifa


Prêio Hutuz (Ciência e conhecimento)


Sarau da Cooperifa em Dois Córregos


Casamento do Mavot e Lu no Sarau da Cooperifa



Sarau da Cooperifa em Suzano


Ferréz recebendo o prêmio Cooperifa



Brow


Záfrica Brasil


Nóis!


Nóis de novo!


SARAU DA COOPERIFA COMPLETA 6 ANOS

Amanhã o Sarau da Cooperifa completa 6 anos de atividades poéticas e culturais
Se liga no bolo de cinco anos

Monday, October 22, 2007

SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA

ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA
Programação:



Clique no cartaz para ampliar

Sunday, October 21, 2007

SARAU DA COOPERIFA FAZ 6 ANOS DE ATIVIDADE

Protesto contra a Philips

CD da Cooperifa

Cinema na Cooperifa


SEIS ANOS DE SARAU DA COOPERIFA

Fotos: arquivo pessoal e João Wainer

A Poesia no centro de tudo

Navegar é preciso poetar não é preciso

Documentário da Cooperifa

Poesia no Ar

Ajoelhaço no dia internacional da mulher

Semana de arte moderna da periferia

É tudo nosso!

Primeiro ajoelhaço

QUINTA-FEIRA TEM SARAU RAP NA AÇÃO EDUCATIVA



POESIA DAS RUAS

SARAU RAP


Quinta-feira dia 25 de outubro a partir das 19hs30


A Ação Educativa em parceria com o poeta Sérgio Vaz promoverá no mês de Abril o projeto Poesia das Ruas.
O Projeto Poesia das Ruas é um sarau dirigido a rimadores e rimadoras doRap. É um espaço para o exercício da criação poética. Sem música, MCsdeclamarão suas letras, compartilhando talento literário.


Iniciativa do poeta Sergio Vaz, o Sarau do Rap é realizado em parceria com a Ação Educativa e vai acontecer toda última quinta-feira do mês a partir de abril.

Fundador e coordenador do Sarau da Cooperifa, Vaz, pretende buscar, através da oralidade, um incentivo para a criação poética. Rap é ritmo e poesia (rythman and poetry).


Ação EducativaRua: General Jardim, 660 – Vila Buarque - SP

Entrada: Gratuita

Capacidade de lotação: 200

ROLÊ POÉTICO NA ZONA NORTE

Domigo de quase quarenta graus de temperatura, e eu indo participar de um bate-papo no Centro Cultural da Juventude na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo.
só que nem eu esperava que fosse muito legal trocar umas idéias com os convidados, pois, devido um domingo cheio de atrações na tv, nem todos os esperados compareceram.
Mas como festa boa é para quem vai, trocamos umas idéias nervosas e tramamos muitas coisas para o futuro.
Sinto que ficou uma semente da Cooperifa naquela galera, pois já estamos combinando um sarau por lá.
Espero que eles leiam isso, pois fiquei muito honrado de ter passado o domingo com eles.
Até breve.
abs.
Sérgio Vaz